As trevas do desespero à beira do precipício podem ser belas. Definitivamente há males que vem para um bem que você jamais imaginou...
Assinado por Alguém enfim curado.
LEMNISCATA
Penso, tenso e intenso
Qual o próximo passo
Traçar ou não o que faço
Meu sonho era ter a cordis de aço
Fria, reluzente, à prova dos estilhaços
Dos meus anseios, caprichos insatisfeitos
Promessas e feitos não feitos
Influências em meus defeitos perfeitos
Oriundas da voz dos tempos e de Dias
Uma esperança, hoje morta e tardia...
Na ânsia de encontrar em mim um caminho
Que não leve, me leve ao caótico eu, perdido e sozinho
Não me conheço, não me dou preço e sinto sem ver
A treva da escolha que me arranca o sono e precede o abandono
Começar, rumar, acabar
Eis o destino, o fim absoluto
Que és de toda paixão vil fruto
Por força da vida ou sorte da morte
Eterna afronta de mim versus mim
Incerteza venenosa, circular, sem início e fim
Só há a garantia do ser
Se ela é, eu sou: somos!
A contradição encarnada de sentimentos extremos
Vã vítima perpétua dos meus próprios venenos
Sário Ferreira - 02/03/2011
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domingo, 13 de março de 2011
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Insaciável
Esse desejo fulguroso
Ardente e sincero
De possuir você por completo
Sem exceções mínimas ou máximas
De ter sua respiração
De ter seu olhar
De ter seus lábios em mim
De ter seu corpo
De ter seu coração
De ter sua alma comigo
Possuir você por completo
A razão do meu Ser encarnada
Sem exceções, máximas ou mínimas
Saciar essa vontade insaciável
Em uma eterna e prazerosa sina
Te ter até me perder
E ver que o que existe é você
Divina e lendária na minha mente
Materializando-se dos meus sonhos mitológicos
Desejo fulguroso
Me guiando até o fim da sanidade
Sincero e ardente
Engrenando meus suspiros
Ainda que o Apocalipse desfaça o mundo
Quanto mais minhas células gritam
Em dependência de ti
Mais me dou conta
De quanto me torno insaciável
De sua presença tranqüilizadora
E da imagem perfeita e clara
De um sonho realizado
Resumida em seu mais simples sorriso
Sário Ferreira, 16 de Dezembro de 2008
Ardente e sincero
De possuir você por completo
Sem exceções mínimas ou máximas
De ter sua respiração
De ter seu olhar
De ter seus lábios em mim
De ter seu corpo
De ter seu coração
De ter sua alma comigo
Possuir você por completo
A razão do meu Ser encarnada
Sem exceções, máximas ou mínimas
Saciar essa vontade insaciável
Em uma eterna e prazerosa sina
Te ter até me perder
E ver que o que existe é você
Divina e lendária na minha mente
Materializando-se dos meus sonhos mitológicos
Desejo fulguroso
Me guiando até o fim da sanidade
Sincero e ardente
Engrenando meus suspiros
Ainda que o Apocalipse desfaça o mundo
Quanto mais minhas células gritam
Em dependência de ti
Mais me dou conta
De quanto me torno insaciável
De sua presença tranqüilizadora
E da imagem perfeita e clara
De um sonho realizado
Resumida em seu mais simples sorriso
Sário Ferreira, 16 de Dezembro de 2008
terça-feira, 22 de junho de 2010
Anjo de Artémis
Anjo que ascende, calma, do leito de Ártemis
Me deixe sonhar, no acalento de teu abrigo
Perfeito me acende, com ‘alma, o frio não temes
Posso sussurrar, ao vento aromal que trazes consigo?
De vasta ternura, o mar de um amar tão profundo perfaz
A raiz dos sentires, que florescem por dentro esse fascínio
Esplendida e rara, a forma sem forma ao meu mundo se traz
Reflexo de Eros, linhas que tecem o córdis com domínio
Ó, caminhante das estrelas, magnetiza-me como ímã ao ferro
Sete eternidades inteiras seriam finitas para te proclamar
E citar a grandeza da volição insaciável de ter-te muito além do te ter
Aqui, ante asas tão belas, recuso nomear tal ânsia como erro
Faz-se realidade sonheira, Elysiun sólido de suspirar
Não há tristeza ou aflição, Serafim de Ártemis, anjo do bem de meu ser
Sário Ferreira - 12/06/2009
Me deixe sonhar, no acalento de teu abrigo
Perfeito me acende, com ‘alma, o frio não temes
Posso sussurrar, ao vento aromal que trazes consigo?
De vasta ternura, o mar de um amar tão profundo perfaz
A raiz dos sentires, que florescem por dentro esse fascínio
Esplendida e rara, a forma sem forma ao meu mundo se traz
Reflexo de Eros, linhas que tecem o córdis com domínio
Ó, caminhante das estrelas, magnetiza-me como ímã ao ferro
Sete eternidades inteiras seriam finitas para te proclamar
E citar a grandeza da volição insaciável de ter-te muito além do te ter
Aqui, ante asas tão belas, recuso nomear tal ânsia como erro
Faz-se realidade sonheira, Elysiun sólido de suspirar
Não há tristeza ou aflição, Serafim de Ártemis, anjo do bem de meu ser
Sário Ferreira - 12/06/2009
domingo, 13 de junho de 2010
Amor amo-te... Ah! Mar!
Dia dos namorados? Ah, que nada! A única data que foi importante ontem para mim foi meu 26º mêsversário de namoro! A poesia abaixo foi dedicada à minha musa inspiradora, chamada Suilan, e com sua permissão estou expondo mais esta minha tentativa de exercício literário... Para os apaixonados, creio que muita coisa do que há nesta prosa os trará uma sensação de identificação.
AMOR AMO-TE... AH! MAR!
Minha mente vaga flutua aqui e ali em oceanos límpidos, velejando, navegando em busca de qualquer arquipélago de palavras que farão a diferença e superarão o teor de todas as que eu já te disse desde o início de nossa jornada neste mar de rosas que ainda se perde no horizonte. Por que é tão difícil essas letras e palavras encontrar?
Me sinto tanto em alto mar que tudo que tenho em vista é contrário à concretidão de ilhas, é leve e espiritual, como o cheiro da brisa e o dança de um coral. Desculpe pela incapacidade, anjo, mas quanto mais convivo contigo mais vivo e menos digo, pois parece até desperdício, não, sacrifício, falar sem te beijar, e além do mais acho que se eu te beijar vou conseguir falar muito mais do que se eu lhe falar. Você é meu vício tornado em virtudes, a última pérola para essa ostra entre milhares.
Princesa, anjo, amor, agora sereia, dentre tantos nomes, você parece intimidar a língua falada, a língua escrita, até mesmo em seu poder de dar conceito ao mundo. A única língua que você não intimida, essa você instiga, é a minha língua, que é a sua língua, em nosso dialeto do amor, que fala sem falar. Perdido, perdido e mergulhado entre um cardume de sentimentos, essências abstratas, e uma procura impossível por um meio mundano de expressão destes. Perdido, perdido nessa vastidão de nomes e adjetivos repetidos (como o português é pequeno pra nós dois?), mas perdido, e perdido na alegria de te ter, de ter sido encontrado, encontrado e pescado pela sinceridade e simplicidade de seus olhos únicos, afiados como uma lâmina forjada na felicidade.
Sário Ferreira - 12/06/2010
AMOR AMO-TE... AH! MAR!
Minha mente vaga flutua aqui e ali em oceanos límpidos, velejando, navegando em busca de qualquer arquipélago de palavras que farão a diferença e superarão o teor de todas as que eu já te disse desde o início de nossa jornada neste mar de rosas que ainda se perde no horizonte. Por que é tão difícil essas letras e palavras encontrar?
Me sinto tanto em alto mar que tudo que tenho em vista é contrário à concretidão de ilhas, é leve e espiritual, como o cheiro da brisa e o dança de um coral. Desculpe pela incapacidade, anjo, mas quanto mais convivo contigo mais vivo e menos digo, pois parece até desperdício, não, sacrifício, falar sem te beijar, e além do mais acho que se eu te beijar vou conseguir falar muito mais do que se eu lhe falar. Você é meu vício tornado em virtudes, a última pérola para essa ostra entre milhares.
Princesa, anjo, amor, agora sereia, dentre tantos nomes, você parece intimidar a língua falada, a língua escrita, até mesmo em seu poder de dar conceito ao mundo. A única língua que você não intimida, essa você instiga, é a minha língua, que é a sua língua, em nosso dialeto do amor, que fala sem falar. Perdido, perdido e mergulhado entre um cardume de sentimentos, essências abstratas, e uma procura impossível por um meio mundano de expressão destes. Perdido, perdido nessa vastidão de nomes e adjetivos repetidos (como o português é pequeno pra nós dois?), mas perdido, e perdido na alegria de te ter, de ter sido encontrado, encontrado e pescado pela sinceridade e simplicidade de seus olhos únicos, afiados como uma lâmina forjada na felicidade.
Sário Ferreira - 12/06/2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Memórias do Elísio (Suspiros...)
Especialmente para quem é um romântico incurável como eu, vai aí a poesia que me trouxe a prata no Sarau da PUC Minas 2009. Piegas demais, como diria uma amiga minha, no entanto, um pouco de piegalidade não faz mal a ninguém...
MEMÓRIAS DO ELÍSIO (SUSPIROS...)
Pela centésima vez
Meu desejo te alcança em uma mesma hora
E os momentos perfeitos organizam-se
Nos labirintos de meus pensamentos
Retomando o sonho eterno de outrora
O qual relembro ao mesmo tempo
Em que deixo fugir de meu coração
O milésimo suspiro dado desde aquele dia
E a cada suspiro, o presente volta ao passado
Meus sentidos retrocedem no tempo
Sujeitos ao poder das lembranças
Que marcaram minha alma com um fogo inextinguível
Nossos corpos entrelaçados como um só
Nosso paladar mesclado pelo ósculo
O suor sagrado ungindo nossas peles
Fruto do prazer etéreo e da união de nossas existências
Quem era eu?
Quem era você?
Eu não sabia...
Talvez estes nem mesmo existissem
E nossos nomes se perdessem
Na origem do novo ser que formávamos, chamado Nós
Ausentes do mundo e contidos no Paraíso
Onde nossas respirações sincronizadas eram as veias deste Elísio
Regendo a pulsação de duas almas gêmeas
Unificadas uma vez mais depois de vagar interminavelmente através do Tártaro
Finalmente, atingindo o ápice e a epítome do viver
Tocando a linha que separa o humano do divino
Realizamos a compreensão do mistério nomeado Amor
Recobro a percepção da realidade devagar
O reino dos sonhos se despede momentaneamente
Deixando como promessa de retorno
Pelos eriçados e um sorriso involuntário em meu semblante
Quando um arrepio súbito emerge de todos os meus músculos
E a ilusão de seu perfume próximo ainda vaga em meu inconsciente
O milésimo primeiro suspiro escapa...
Sário Ferreira - 27 de fevereiro de 2009
MEMÓRIAS DO ELÍSIO (SUSPIROS...)
Pela centésima vez
Meu desejo te alcança em uma mesma hora
E os momentos perfeitos organizam-se
Nos labirintos de meus pensamentos
Retomando o sonho eterno de outrora
O qual relembro ao mesmo tempo
Em que deixo fugir de meu coração
O milésimo suspiro dado desde aquele dia
E a cada suspiro, o presente volta ao passado
Meus sentidos retrocedem no tempo
Sujeitos ao poder das lembranças
Que marcaram minha alma com um fogo inextinguível
Nossos corpos entrelaçados como um só
Nosso paladar mesclado pelo ósculo
O suor sagrado ungindo nossas peles
Fruto do prazer etéreo e da união de nossas existências
Quem era eu?
Quem era você?
Eu não sabia...
Talvez estes nem mesmo existissem
E nossos nomes se perdessem
Na origem do novo ser que formávamos, chamado Nós
Ausentes do mundo e contidos no Paraíso
Onde nossas respirações sincronizadas eram as veias deste Elísio
Regendo a pulsação de duas almas gêmeas
Unificadas uma vez mais depois de vagar interminavelmente através do Tártaro
Finalmente, atingindo o ápice e a epítome do viver
Tocando a linha que separa o humano do divino
Realizamos a compreensão do mistério nomeado Amor
Recobro a percepção da realidade devagar
O reino dos sonhos se despede momentaneamente
Deixando como promessa de retorno
Pelos eriçados e um sorriso involuntário em meu semblante
Quando um arrepio súbito emerge de todos os meus músculos
E a ilusão de seu perfume próximo ainda vaga em meu inconsciente
O milésimo primeiro suspiro escapa...
Sário Ferreira - 27 de fevereiro de 2009
Crononemesia
Se esse ponteiro não parasse
Se essa saudade passasse
Se meu coração pastasse
Em seus campos brancos, seios da paz
Cerrados cá, nessa cadeia errônea
Se abrir eu pudesse
Tal cela mnemônica
Memento pontiagudo
Vil e sã lâmina que retalha
Em pedaços de veludo
A dura armadura da batalha
Que travo e destravo a cada olhar do rosto lunar
Findando em redundância a circular guerra por amar
Crono Nêmesis, por que tanta represália?
Cruéis setas retrocessas, oh! Durada batalha!
Se meu aliado tu fosses e me amasse para que mais eu pudesse amá-la
Se não tanto corresse pra nós quando desfrutamo-nos a sós
Se você não rastejasse quando o vão cheio de falta se instala
Se esse pranto impaciente e atroz sumisse com o ouvir de sua voz
Eis que seria o meio para o início de mais um dos fins
Um piscar de ventura no descartar da armadura
Trote milesimal em seus brancos campos brandos
Finitude dada por crônica e reta flecha certeira
E o infim recomeça, guerra eterna de fins tantos
Sário Ferreira – 08/04/2010
Se essa saudade passasse
Se meu coração pastasse
Em seus campos brancos, seios da paz
Cerrados cá, nessa cadeia errônea
Se abrir eu pudesse
Tal cela mnemônica
Memento pontiagudo
Vil e sã lâmina que retalha
Em pedaços de veludo
A dura armadura da batalha
Que travo e destravo a cada olhar do rosto lunar
Findando em redundância a circular guerra por amar
Crono Nêmesis, por que tanta represália?
Cruéis setas retrocessas, oh! Durada batalha!
Se meu aliado tu fosses e me amasse para que mais eu pudesse amá-la
Se não tanto corresse pra nós quando desfrutamo-nos a sós
Se você não rastejasse quando o vão cheio de falta se instala
Se esse pranto impaciente e atroz sumisse com o ouvir de sua voz
Eis que seria o meio para o início de mais um dos fins
Um piscar de ventura no descartar da armadura
Trote milesimal em seus brancos campos brandos
Finitude dada por crônica e reta flecha certeira
E o infim recomeça, guerra eterna de fins tantos
Sário Ferreira – 08/04/2010
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