É uma pena.
É uma pena que não escreve.
É uma pena que não escreve nem sobre pena.
É uma pena que não escreve nem sobre pena, porque não vale a pena.
Que pena.
Que pena? Tem pena?
Então se pena não há, como a pena escreve sobre uma apena que não está lá?
Apesar da apena, a pena dá conta - ela escreve sobre tantos outros a's...
Porém, o grande problema é que nem essa pena há.
Não há pena alguma.
Ninguem sente a pena.
Apenas,
não há penas.
Sário Ferreira - 16/02/2012.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Ao novo ano novo
Que seja mais, apesar de me subtrair os anos
Que seja jovem, apesar do próximo fazê-lo velho
Que seja amável, apesar dos prováveis pesares
Que seja afável, apesar dos incertos ares
Que seja zen, apesar de inverter o que eu espelho
Que seja paz, apesar de trair-me os planos
Que seja, que seja, quer seja...
Veja, seja como seja, seja
Os apesares pesam, mas não estragam a balança
E se a nota é boa ou ruim, tua música faz nossa dança,
Na qual passo o passo a passo dos anos velhos,
Tropeçando nos pesares de ares que fogem ao espelho (inperfeito),
Isentos de reflexos e reflexões, repentes fora dos planos.
Ora lentos, conexos, flexões pendentes que rasgo nos panos.
Então que seja novo, novamente
E que novamente seja nova,
Até que as cinzas sombrias do novo novo
Ponham-lhe a virgem cronicidade à prova.
Sário Ferreira - 16/01/2011
Que seja jovem, apesar do próximo fazê-lo velho
Que seja amável, apesar dos prováveis pesares
Que seja afável, apesar dos incertos ares
Que seja zen, apesar de inverter o que eu espelho
Que seja paz, apesar de trair-me os planos
Que seja, que seja, quer seja...
Veja, seja como seja, seja
Os apesares pesam, mas não estragam a balança
E se a nota é boa ou ruim, tua música faz nossa dança,
Na qual passo o passo a passo dos anos velhos,
Tropeçando nos pesares de ares que fogem ao espelho (inperfeito),
Isentos de reflexos e reflexões, repentes fora dos planos.
Ora lentos, conexos, flexões pendentes que rasgo nos panos.
Então que seja novo, novamente
E que novamente seja nova,
Até que as cinzas sombrias do novo novo
Ponham-lhe a virgem cronicidade à prova.
Sário Ferreira - 16/01/2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ideia
N V M Pensa...
U E
R
e
L
â
M Então, claro...
P
a g
o !
! !
!
!
CCCCCCHHHHHHÃÃÃÃÃÃOOOOOO Se Enterra.
sóterrado está, pouco importa o será...
e o t vira fóssil
Sário Ferreira
U E
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L
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M Então, claro...
P
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CCCCCCHHHHHHÃÃÃÃÃÃOOOOOO Se Enterra.
sóterrado está, pouco importa o será...
e o t vira fóssil
Sário Ferreira
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Divagança
Dava vaga devagar: divaguei do vago d'uva à agarrar
InVerso
rarraga á avu'd ogav od ieugavid :ragaved agav avaD
DiVerso
De ver dever: dever do ver deveras erguer.
Mundo - Poesia:
Inversos espelhos idênticos de dejavús em ecos,
alheios
e aleatórios.
Alheiatórios no fio das Parcas.
InVerso
rarraga á avu'd ogav od ieugavid :ragaved agav avaD
DiVerso
De ver dever: dever do ver deveras erguer.
Mundo - Poesia:
Inversos espelhos idênticos de dejavús em ecos,
alheios
e aleatórios.
Alheiatórios no fio das Parcas.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Um caso de acaso
Por algum acaso,
Caso alguém faça-me pouco caso
Por causa do bem dito acaso,
Com quem caso e recaso,
Vejo isso como um duro caso.
Palavras, por acaso, já são difíceis, ainda que casuais.
Poemas, então, palavras que formam casas tortas de causas,
às vezes incasuais demais, casam-se com a dificuldade de sair
Dessas cabeças, corações e mãos - Não sais, sais, não sais!
É tudo um caso de casamentos de acasos,
No qual o padre é um poeta, desbatinado e descasado,
Casando causos e casos em uma casa sem causas.
Por acaso e por que causa?
Disso eu não sei, cansei...
Caso alguém faça-me pouco caso
Por causa do bem dito acaso,
Com quem caso e recaso,
Vejo isso como um duro caso.
Palavras, por acaso, já são difíceis, ainda que casuais.
Poemas, então, palavras que formam casas tortas de causas,
às vezes incasuais demais, casam-se com a dificuldade de sair
Dessas cabeças, corações e mãos - Não sais, sais, não sais!
É tudo um caso de casamentos de acasos,
No qual o padre é um poeta, desbatinado e descasado,
Casando causos e casos em uma casa sem causas.
Por acaso e por que causa?
Disso eu não sei, cansei...
domingo, 31 de julho de 2011
Espinhos
Minhas condolências por mim mesmo
Que viajando e buscando a esmo
O fim da poesia
A meada da nostalgia
Retraço a trilha aporosa
Reunindo estilhaços de rosa
Tal qual Drummond Mestre previa
Amante, odiante, diferente e indiferente
Fez-me um dia o(s) dilema(s), amorosa
De senhor e escravo de poemas
E ainda assim, eu amo rosas
Sário Ferreira - 31/07/2011
Que viajando e buscando a esmo
O fim da poesia
A meada da nostalgia
Retraço a trilha aporosa
Reunindo estilhaços de rosa
Tal qual Drummond Mestre previa
Amante, odiante, diferente e indiferente
Fez-me um dia o(s) dilema(s), amorosa
De senhor e escravo de poemas
E ainda assim, eu amo rosas
Sário Ferreira - 31/07/2011
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