sexta-feira, 9 de março de 2012

Descartável

Insisto, logo existo.
Existo logo nisto.
Nisto logo inexistirei.
Hei!

(Se é) Logo, logo invisto.
Invisto logo nisso.
Nesse logo que não sei.
Ei...

Não sei, logo saberei.
Saberei logo... logo, não! Cruzes!
Cruzes a ti mesmo, logo ou não, e há de ser
Rei.

Nada, nada,
Nada sei
De cruzes e logos e seres e rei.
Nada deriva do peso dispenso
Que faz-me existir de tanto que penso.

Sário Ferreira - 09/03/2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Zonódia

João Pestana, acalenta-te a ti próprio e para de incomodar.
Melhor, dorme João e deixa o Pestana ficar,
Com ele e mais seis, cantaremos a ode ao teu fracasso,
No ezcuro, claro, e até o claro vazar em furo
por nuvenz insones, quem você não alcança
E aszim, ainda que insizta no zeu zadizmo,
zimulando difuntoz e cadáverez, vamoz cantar, zerenatar
Zem zezzar, zempre zaindo do zeu dezejo de realizar
a inconzzienzia doz dezpertadoz dezezperadoz.
Inzano, ezorzizar-me doz todoz meuz
Zonhoz de dezdezpertar-me
Zono, ze zuma no zom!
Z..zim? Zzzai! Zai...
Zzzou... zzzeu.
Zzzzzzz.

Sário Ferreira - 07/03/2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Penal

É uma pena.
É uma pena que não escreve.
É uma pena que não escreve nem sobre pena.
É uma pena que não escreve nem sobre pena, porque não vale a pena.

Que pena.

Que pena? Tem pena?

Então se pena não há, como a pena escreve sobre uma apena que não está lá?
Apesar da apena, a pena dá conta - ela escreve sobre tantos outros a's...
Porém, o grande problema é que nem essa pena há.
Não há pena alguma.
Ninguem sente a pena.

Apenas,
não há penas.


Sário Ferreira - 16/02/2012.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ao novo ano novo

Que seja mais, apesar de me subtrair os anos
Que seja jovem, apesar do próximo fazê-lo velho
Que seja amável, apesar dos prováveis pesares
Que seja  afável, apesar dos incertos ares 
Que seja  zen, apesar de inverter o que eu espelho
Que seja paz, apesar de trair-me os planos

Que seja, que seja, quer seja...
Veja, seja como seja, seja
Os apesares pesam, mas não estragam a balança
E se a nota é boa ou ruim, tua música faz nossa dança,
Na qual passo o passo a passo dos anos velhos,
Tropeçando nos pesares de ares que fogem ao espelho (inperfeito),
Isentos de reflexos e reflexões, repentes fora dos planos.
Ora lentos, conexos, flexões pendentes que rasgo nos panos.

Então que seja novo, novamente
E que novamente seja nova,
Até que as cinzas sombrias do novo novo
Ponham-lhe a virgem cronicidade à prova.

Sário Ferreira - 16/01/2011






segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ideia

                        N         V        M                                 Pensa...
                              U        E
                                     R
                                       e
                                    L
                                       â
                                    M                                            Então, claro...
                                      P
                                  a      g
                                o          !
                                 !          !
                                           !
                                         !
CCCCCCHHHHHHÃÃÃÃÃÃOOOOOO           Se Enterra.

sóterrado está, pouco importa o será...

e o t vira fóssil














Sário Ferreira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Divagança

Dava vaga devagar: divaguei do vago d'uva à agarrar

InVerso

rarraga á avu'd ogav od ieugavid :ragaved agav avaD

DiVerso

De ver dever: dever do ver deveras erguer.

Mundo - Poesia:
Inversos espelhos idênticos de dejavús em ecos,
alheios
e aleatórios.

Alheiatórios no fio das Parcas.