segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ao novo ano novo

Que seja mais, apesar de me subtrair os anos
Que seja jovem, apesar do próximo fazê-lo velho
Que seja amável, apesar dos prováveis pesares
Que seja  afável, apesar dos incertos ares 
Que seja  zen, apesar de inverter o que eu espelho
Que seja paz, apesar de trair-me os planos

Que seja, que seja, quer seja...
Veja, seja como seja, seja
Os apesares pesam, mas não estragam a balança
E se a nota é boa ou ruim, tua música faz nossa dança,
Na qual passo o passo a passo dos anos velhos,
Tropeçando nos pesares de ares que fogem ao espelho (inperfeito),
Isentos de reflexos e reflexões, repentes fora dos planos.
Ora lentos, conexos, flexões pendentes que rasgo nos panos.

Então que seja novo, novamente
E que novamente seja nova,
Até que as cinzas sombrias do novo novo
Ponham-lhe a virgem cronicidade à prova.

Sário Ferreira - 16/01/2011






segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ideia

                        N         V        M                                 Pensa...
                              U        E
                                     R
                                       e
                                    L
                                       â
                                    M                                            Então, claro...
                                      P
                                  a      g
                                o          !
                                 !          !
                                           !
                                         !
CCCCCCHHHHHHÃÃÃÃÃÃOOOOOO           Se Enterra.

sóterrado está, pouco importa o será...

e o t vira fóssil














Sário Ferreira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Divagança

Dava vaga devagar: divaguei do vago d'uva à agarrar

InVerso

rarraga á avu'd ogav od ieugavid :ragaved agav avaD

DiVerso

De ver dever: dever do ver deveras erguer.

Mundo - Poesia:
Inversos espelhos idênticos de dejavús em ecos,
alheios
e aleatórios.

Alheiatórios no fio das Parcas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um caso de acaso

Por algum acaso,
Caso alguém faça-me pouco caso
Por causa do bem dito acaso,
Com quem caso e recaso,
Vejo isso como um duro caso.

Palavras, por acaso, já são difíceis, ainda que casuais.
Poemas, então, palavras que formam casas tortas de causas,
às vezes incasuais demais, casam-se com a dificuldade de sair
Dessas cabeças, corações e mãos - Não sais, sais, não sais!

É tudo um caso de casamentos de acasos,
No qual o padre é um poeta, desbatinado e descasado,
Casando causos e casos em uma casa sem causas.

Por acaso e por que causa?

Disso eu não sei, cansei...

domingo, 31 de julho de 2011

Espinhos

Minhas condolências por mim mesmo
Que viajando e buscando a esmo
O fim da poesia
A meada da nostalgia

Retraço a trilha aporosa
Reunindo estilhaços de rosa
Tal qual Drummond Mestre previa

Amante, odiante, diferente e indiferente
Fez-me um dia o(s) dilema(s), amorosa
De senhor e escravo de poemas

E ainda assim, eu amo rosas

Sário Ferreira - 31/07/2011

domingo, 13 de março de 2011

Lemniscata

As trevas do desespero à beira do precipício podem ser belas. Definitivamente há males que vem para um bem que você jamais imaginou...
                                                                                                Assinado por Alguém enfim curado.

LEMNISCATA

Penso, tenso e intenso
Qual o próximo passo
Traçar ou não o que faço
Meu sonho era ter a cordis de aço
Fria, reluzente, à prova dos estilhaços
Dos meus anseios, caprichos insatisfeitos
Promessas e feitos não feitos
Influências em meus defeitos perfeitos
Oriundas da voz dos tempos e de Dias
Uma esperança, hoje morta e tardia...

Na ânsia de encontrar em mim um caminho
Que não leve, me leve ao caótico eu, perdido e sozinho
Não me conheço, não me dou preço e sinto sem ver
A treva da escolha que me arranca o sono e precede o abandono

Começar, rumar, acabar
Eis o destino, o fim absoluto
Que és de toda paixão vil fruto
Por força da vida ou sorte da morte

Eterna afronta de mim versus mim
Incerteza venenosa, circular, sem início e fim
Só há a garantia do ser
Se ela é, eu sou: somos!
A contradição encarnada de sentimentos extremos
Vã vítima perpétua dos meus próprios venenos

Sário Ferreira - 02/03/2011